As verdades e mitos sobre a lactose

As vendas de alternativas para o leite estão crescendo em todo o mundo, mas o que você precisa saber sobre seu valor nutricional e seus benefícios para a saúde?

 

Você mudou para o leite de amêndoa? Se sim, você está seguindo a tendência. As vendas do leite de amêndoas e outras alternativas aos laticínios estão crescendo em todo o mundo; “Leites” de amêndoa, soja, arroz e coco estão competindo com variedades mais novas e de rápido crescimento, como quinoa, noz, avelã e linho. Nos EUA, as vendas de lácteos não lácteos aumentaram 61% nos cincos anos até 2017. Globalmente, o mercado de leite não lácteo deverá valer mais de 20 bilhões de dólares até 2024.

Leites alternativas são populares entre aqueles que não toleram a lactose do leite da vaca – estimada em cerca de dois terços da população mundial – e aqueles que não comem produtos animais. Eles também estão ganhando popularidade, talvez devido à percepção de que o leite à base de vegetais é mais saudável do que os laticínios. Mas é mesmo?

A embalagem do leite vegetal geralmente super-saudável; no caso do leite de amêndoas, muitas vezes implica a bondade de muitas amêndoas no interior. Isso é enganador.

Amêndoas inteiras são, na verdade, muito boas para nós – elas são ricas em vitamina E e mais altas em cálcio do que outras nozes, e elas tem os benefícios de todas as nozes – gorduras saudáveis, fibras e proteínas. Mas podem não obter todos os benefícios. A maioria dos leites de amêndoa é basicamente água. O teor de amêndoa pode ser tao baixo quanto 2% e é tipicamente em torno de 3 a 4%.

O mesmo vale para outros leites, como aveia, o ingrediente pode ser saudável, mas quando processador perde-se benefícios como cálcio e vitaminas, que são adicionados novamente.

Tem havido pouca pesquisa sobre os benefícios nutricionistas dos leites à base de vegetais, mas uma revisão publicada no inicio deste ano no Journal of Food Science and Technology analisou o valor nutricional de alternativas à base de leite vegetal x leite de vaca, e concluiu que os leites vegetais são melhores. Porém os tipos industrializados pode conter açúcar adicionado, algo que não saibamos imediatamente ao ler a embalagem.

Para aqueles que não toleram laticínios, a proteína e o cálcio é facilmente obtida de outras fontes – tanto animais quanto vegetais.

Qualquer alimento industrializado deve ser passível de questionamento, afinal os processos que utilizam para ampliar a produção em massa, descartam a qualidade nutricional do alimento em si, com isso são necessário adicionar outros produtos, suplementos e aditivos para conservação.

 

Posso fazer o meu próprio leite?

Se o leite é tão importante em sua vida busque outras alternativas para deixar de lado o leite de vaca.

Você não só pode, como deve fazer leites vegetais. Seja de aveia, arroz, amêndoas, castanhas, sementes, etc. Basta reservar de 1 a 2 copos da noz ou castanha escolhida e deixar de molho por 4 a 6 horas ou de uma dia para o outro. Após esse período descarte a água e bata no liquidificador com 4 vezes a quantia de água, por exemplo, 1 copo de amêndoas para 4 copos de água pura; basta bater, coar e pronto. Você pode conservar na geladeira de 3 a 7 dias.

 

Intolerância a lactose, fato ou modismo?

Segundo a endocronoligsta Isabel do Carmo a intolerância à lactose é uma moda, para qual não existe qualquer fundamento científico, e que resulta da influencia da industria de produção de soja.

Isso é uma realidade, visto que todas as pesquisas apontam para o consumo de leite de soja como alternativa primordial para substituir o leite da vaca.

Hoje em dia, já sabemos de todos os malefícios para a saúde e para a natureza da soja.

Em contrapartida a industria dos laticínios faz de tudo para manter a população emergida no consumo de derivados como queijos, iogurtes, etc. Já foi mais do que comprovado a ineficiência destes produtos para a manutenção da nossa saúde e longevidade e sua direta associação a alergias, doenças respiratórias, câncer e problemas gastrointestinais.

 

Leite sem lactose, existe?

Na verdade o que ocorre no processo de fabricação do leite sem lactose não é a retirada da substancia. O que de fato acontece é a quebra da substância que é realizada em um processo industrial chamado hidrólise. Na hidrólise, o leite fica em repouso de três a quatro horas em temperatura ambiente para que exista a ação da enzima lactase, responsável pelo processo. O leite normal possui em média 4,8% de lactose, já o chamado leite sem lactose (após a hidrólise) este número cai para cerca de 1%.

 

Leite de vaca para seres humanos?

Em tese, a natureza nos programou para beber o leite materno até por volta dos 2 anos. Teoricamente, depois disso, a bebida não precisaria mais fazer parte da dieta – por isso dá para entender que o corpo reduza a fabricação de lactase, uma vez que a enzima não teria serventia sem a lactose a ser quebrada.

Acontece que, em milhares de anos de historia, a alimentação dos seres humanos foi se modificando. Em determinado momento, alguns povos passaram a domesticar o gado, e o leite de vaca aos poucos se incorporou ao cardápio, assim como seus derivados. Porém o consumo do leite de vaca em seres humanos traz danos a saúde, afinal o leite animal é destinado a cada espécie.

A indústria dos laticínios vem há anos tentando convencer a população, a área da saúde dos benefícios do consumo livre do leite e seus derivados.

Sabe-se que as pesquisas são tendenciosas e muitas vezes apresentam dados feitos com o leite puro da vaca e não com o industrializado que passa pelo processo de pasteurização.

Como em muitas áreas da nutrição, a mensagem para viagem que fica é sempre “consuma tudo com moderação”.




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